Se você está começando a cuidar da sua carreira, provavelmente algumas dessas expressões chegaram até você, mas, afinal, qual a diferença entre elas? 


Marca pessoal, branding pessoal, fotografia de marca pessoal e retrato profissional são conceitos relacionados, mas não significam a mesma coisa. Neste artigo, vamos entender como eles se conectam, onde a fotografia entra na construção de uma marca pessoal e, principalmente, qual deles pode fazer sentido para diferentes momentos profissionais.


Começaremos pelo conceito-chave: marca pessoal. 

O que é marca pessoal?


Marca pessoal é o conjunto de percepções, associações e significados que se constroem em torno de uma pessoa no contexto profissional e público.

A ideia ganhou força no final dos anos 1990, especialmente a partir do artigo The Brand Called You, publicado por Tom Peters na revista americana Fast Company, em 1997. A ideia central era simples, mas uma novidade para a época: no mundo profissional, cada pessoa constrói sua própria reputação e gera uma determinada percepção em torno de si, exatamente como acontece como uma marca. É por isso o título: A marca chamada Você


O texto  tornou-se uma referência importante para o desenvolvimento do conceito de personal branding. Desde então, falar de marca pessoal passou a significar pensar não apenas em reputação, mas também na forma como uma pessoa comunica quem é, o que faz e pelo que deseja ser reconhecida.

Se uma marca pessoal é construída através das percepções que produzimos nos outros, surge uma pergunta importante: qual é o papel das imagens nessa construção? Já falaremos disso mais à frente. 


A questão mais importante dessa expressão é que, independentemente de você dar atenção ao desenvolvimento da percepção que você gera, você possui uma marca pessoal e as pessoas têm, sim, uma opinião sobre você.

Outra definição de marca pessoal que eu gosto foi dada pelo dono da Amazon, Jeff Bezos: marca pessoal é o que as pessoas falam sobre você quando você sai da sala. Mais fácil de entender, né?


Vamos ao segundo termo:

O que é branding pessoal?


Se a marca pessoal é aquilo que se constrói e se percebe, branding pessoal é o processo intencional de construir, organizar e comunicar essa marca. É por isso que o termo está no gerúndio, pois é um movimento constante de gestão de percepção e comunicação.

Branding pessoal ou personal branding: é a mesma coisa?


Sim. Personal branding é o termo em inglês usado para designar branding pessoal.

E onde entra a fotografia de marca pessoal?


A fotografia não é a marca pessoal, e  também não é todo o branding. Ela é uma das linguagens através das quais essa marca se manifesta e é percebida. Outras linguagens seriam: a própria linguagem verbal, tanto falada como escrita, o design, as roupas, a linguagem corporal, etc. 

Falando especificamente de fotografia, uma fotografia não apenas apresenta uma pessoa, ela participa da construção da percepção que temos sobre ela. Afinal, escolher uma imagem também é escolher uma forma de aparecer no mundo — uma questão que aprofundei no artigo “O que estamos dizendo quando escolhemos como aparecer?”.


O que é fotografia de marca pessoal?


Fotografia de marca pessoal, também chamada de fotografia de personal branding, é a construção intencional de um conjunto de imagens que traduzem visualmente quem você é, o que faz e como trabalha, levando em conta sua personalidade, seu público ideal e seus desejos de carreira. 

Não é simplesmente fazer alguns retratos ou tirar fotografias bonitas, é pensar que imagens uma pessoa precisa para sustentar sua comunicação e consequentemente gerar uma percepção alinhada sobre quem é. Além de retratos, temos fotografias de processos, bastidores e detalhes.

Claudeci Gago, consultora de imagem e estilo em Experiência de Marca Pessoal

O que é um retrato profissional?


Esse aqui também tem dois outros termos correlatos: headshot e retrato corporativo. Vamos desmistificar? 

Retrato é uma representação visual de uma pessoa. Quando falamos em retrato profissional, estamos falando de uma imagem construída para representar essa pessoa em seu contexto profissional. Um retrato pode ser em ambiente, de meio corpo ou mais fechado no busto e rosto. Pode ser mais comercial ou mais artístico e tem como objetivo mostrar um pouco mais da personalidade da pessoa que está sendo fotografada. 


Exemplo de um retrato mais artístico para a coreógrafa Rosana Ribeiro

Retrato profissional, retrato corporativo e headshot são a mesma coisa?


Headshot, por exemplo, faz parte do leque dos retratos profissionais, no entanto o seu recorte será mais focado no busto e no rosto. 

Headshot é um termo em inglês que significa literalmente head (cabeça) e shot (disparo de foto). São retratos usados para fotografia de perfil dos profissionais. Mais próximos e em fundo neutro, fazem com que consigamos identificar a pessoa com mais facilidade.

Já o retrato corporativo é muito usado como sinônimo do retrato profissional e do headshot, mas tenho uma opinião um pouco divergente sobre o assunto: se é um retrato, tem como objetivo apresentar uma pessoa. Por que atrelar o termo corporativo, que é relativo à uma organização, ao retrato? Quando sair da organização, provavelmente o retrato continuará sendo sobre aquela pessoa naquele momento da vida.

Por isso, prefiro o termo retrato profissional para designar o retrato feito em contexto corporativo.


E onde entra a fotografia corporativa?


A fotografia corporativa é um território mais amplo, relacionado à comunicação visual de uma organização. Pode envolver:

  • retratos profissionais de colaboradores;
  • retratos de liderança;
  • fotografias de equipas;
  • ambientes;
  • processos;
  • eventos;
  • cultura da empresa;
  • imagens institucionais;
  • banco de imagens para comunicação.


Uma fotografia corporativa pode apresentar uma pessoa, mas seu contexto e objetivo estão relacionados à organização.


E a fotografia empresarial?


Também é comum encontrar o termo fotografia empresarial, usado em alguns contextos como sinônimo de fotografia corporativa.

Uma fundadora, CEO ou profissional liberal pode precisar de:

retrato profissional → LinkedIn / assinatura / perfil

fotografia de marca pessoal → site / redes / comunicação / posicionamento

fotografia corporativa → imagens da empresa, equipa, ambiente e comunicação institucional



Resumo Comparativo:

Marca Pessoal


O que é: A percepção e os significados associados a você

Onde entra: Identidade e reputação

Branding Pessoal


O que é: Estratégia e processo de construção dessa marca

Onde entra: Estratégia e Comunicação


Fotografia de Marca Pessoal


O que é: Construção de imagens que expressam uma marca pessoal

Onde entra: Comunicação Visual

Retrato Profissional


O que é: Uma imagem focada principalmente na representação profissional da pessoa

Onde entra: Perfil, Linkedin, site, assinatura de e-mail

Fotografia Corporativa


O que é: Conjunto de imagens produzido para comunicar uma organização, suas pessoas, espaços, processos e cultura

Onde entra: Site, comunicação institucional, imprensa, RH, apresentações etc.

Talvez você esteja pensando numa questão:

Eu preciso de branding pessoal para fazer fotografia de marca pessoal?


A resposta é não necessariamente, mas quanto mais claro estiver o que você quer comunicar, mais intencional pode ser o trabalho fotográfico.

Se você já tiver algum profissional de branding com você, seguimos o que vocês estruturam e então avançamos com as imagens. 


Se você ainda se sente um pouco sem direção em relação a como quer ser percebida, durante o meu processo fotográfico pensamos estrategicamente nas suas imagens: quem você é, o que está vivendo, o que faz, como deseja ser percebida, o que precisa comunicar e como vamos desenhar o seu universo visual de marca pessoal através do Método AMF. O Método AMF é uma metodologia autoral que une autoimagem, movimento e forma visual para criar imagens de marcas pessoais de forma a valorizar personalidade e público. 


Ou seja, o nosso processo fotográfico, além de entregar um conjunto de imagens para a comunicação da sua marca pessoal, também te ajuda a olhar com minúcia para o seu branding. 


Entendendo cada um desses termos, qual será que faz mais sentido para o seu momento? 


Se você precisa de uma fotografia profissional para LinkedIn, talvez um retrato profissional resolva. Aqui, tenho dois serviços: o Criação de Retratos, que pode ser feito em qualquer momento do ano, e o Women´s Portrait Day, que acontece uma ou duas vezes ao ano com 5 vagas por edição. 

Se precisa construir um banco de imagens para site, redes sociais, apresentações, imprensa e lançamentos, a Experiência de Marca Pessoal faz mais sentido. 

Se está reposicionando sua empresa ou negócio, talvez seja interessante uma proposta personalizada para retratos, ambiente e processos.


Para decidir, será necessário primeiramente pensar qual será o objetivo de uso das imagens. Decidindo, por exemplo, por criar um conjunto de imagens para sua marca pessoal, você deve pensar:


mas afinal, como funciona uma sessão de fotografia de marca pessoal? 

Nos vemos na semana que vem para falarmos sobre isso.


Para consulta rápida, ou para compartilhar com alguém que só precisa de uma resposta objetiva, reuni abaixo as perguntas mais frequentes sobre esse tema:

Dúvidas Frequentes

Preciso ter um branding definido antes de agendar uma sessão de retratos?

Não. Isso é exatamente o que costuma preocupar quem me procura sem ainda ter clareza total sobre como quer ser percebida. Durante o processo fotográfico, pensamos juntas nisso — quem você é, o que faz, como quer comunicar — e as imagens nascem desse entendimento, não o contrário.

Posso pedir só um headshot em vez de um conjunto completo de fotos de marca pessoal?

Sim. Se o seu objetivo é uma boa foto de perfil para LinkedIn ou redes sociais, um retrato profissional resolve, não é preciso investir num banco de imagens completo. Nesse caso, o Criação de Retratos ou o Women's Portrait Day são os formatos certos.

"Retrato corporativo" e "retrato profissional" são a mesma coisa?

No mercado, sim, os termos costumam ser usados como sinônimos. Prefiro pessoalmente "retrato profissional", porque o retrato é do rosto de uma pessoa, e não da empresa em que ela trabalha naquele momento. Quando ela muda de emprego, a fotografia continua sendo dela.

Uma fotografia bem feita já garante uma marca pessoal forte?

Não sozinha. A fotografia é uma das linguagens da sua marca pessoal — junto com a forma como você escreve, se veste, se comunica. Ela participa da construção da percepção que as pessoas têm de você, mas não substitui a estratégia por trás dessa percepção nem o comportamento da profissional.